Definir o valor da consulta particular é uma decisão que muitos profissionais de saúde tomam olhando apenas o que os colegas cobram. Embora a referência do mercado seja importante, ela não mostra se aquele valor cobre os custos da sua clínica, remunera adequadamente o seu tempo e permite que o negócio cresça. Uma precificação bem feita considera os custos, o tempo, o posicionamento e o que está incluído na consulta.
Conheça seus custos
O primeiro passo é saber quanto custa manter a clínica funcionando. Os custos se dividem em dois grupos.
- Custos fixos: aluguel, condomínio, salários, sistemas, contabilidade, internet, energia.
- Custos variáveis: materiais usados no atendimento, taxas de cartão, impostos sobre o faturamento.
Dividindo os custos fixos mensais pelo número de horas de atendimento, você descobre quanto custa cada hora da clínica aberta. Esse número é a base mínima para qualquer precificação.
Considere o tempo real da consulta
O tempo da consulta não é só o tempo com o paciente na sala. Inclui preparação, registro no prontuário, análise de exames e, em muitos casos, respostas a dúvidas posteriores. Considerar esse tempo total dá uma visão mais realista do valor necessário.
Defina o que está incluído
O valor da consulta deve deixar claro o que está incluído. O retorno para mostrar exames está incluso? Até quanto tempo depois? Há algum procedimento simples incluído? Essa clareza evita mal-entendidos e permite comparar seu valor com o de outros profissionais de forma justa.
Olhe para o mercado, mas não só para ele
Pesquisar os valores praticados na região e na especialidade ajuda a entender a faixa aceita pelos pacientes. Mas o seu posicionamento importa. Profissionais com formação específica, experiência em determinada área ou estrutura diferenciada podem praticar valores acima da média, desde que comuniquem esse valor com clareza.
Considere o mix de atendimentos
Se a clínica atende convênios e particulares, o valor particular ajuda a equilibrar a remuneração mais baixa de alguns convênios. Conhecer a proporção de cada tipo de atendimento e quanto cada um remunera ajuda a definir um valor que mantenha o negócio saudável.
Revise periodicamente
Custos mudam com o tempo. Aluguel, salários e materiais sofrem reajustes. Revisar o valor da consulta pelo menos uma vez por ano evita que a margem seja corroída aos poucos. Ao reajustar, comunique com antecedência aos pacientes, de forma transparente.
- Revise os custos ao menos uma vez por ano.
- Compare com a evolução da inflação e dos custos da clínica.
- Comunique reajustes com antecedência.
- Mantenha os pacientes em tratamento informados.
Comunique o valor com clareza
Informar o valor da consulta de forma clara, no site ou no atendimento pelo WhatsApp, evita surpresas e filtra pacientes que não estão dispostos a pagar aquele valor. A comunicação deve ser informativa, respeitando as regras de publicidade do conselho profissional.
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Falar no WhatsAppPerguntas frequentes
Devo cobrar o mesmo valor que os colegas?
A referência do mercado é útil, mas o valor deve cobrir seus custos e refletir seu posicionamento e o que está incluído na consulta.
O retorno deve estar incluso no valor da consulta?
Depende da sua política. O importante é deixar claro se está incluso e por quanto tempo.
Com que frequência reajustar o valor?
Uma revisão anual dos custos é recomendada, com reajustes comunicados aos pacientes com antecedência.
